FRENTISTA DENUNCIA QUE FOI AGREDIDO POR PASTOR E FILHO EM ALTO PARAÍSO APÓS DISCUSSÃO POR BARULHO

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28/09/2018 às 16h11

FRENTISTA DENUNCIA QUE FOI AGREDIDO POR PASTOR E FILHO EM ALTO PARAÍSO APÓS DISCUSSÃO POR BARULHO

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O frentista Carlos Henrique de Moura, de 22 anos, denuncia que foi agredido por um pastor e o filho dele após discutirem por causa de barulho na obra da igreja em Alto Paraíso de Goiás, na região norte do estado. A vítima conta que foi espancada, ficou desacordada e ao recobrar a consciência estava sendo algemada por policiais militares e só foi liberado após ser identificado como vítima pelo delegado de plantão. O caso foi registrado na Polícia Civil, os envolvidos foram ouvidos e liberados em seguida, e a situação está sendo investigada.
 
Uma nota divulgada por meio de redes sociais da igreja Renascer de Deus relata que no fim da noite do dia 24 de setembro o pastor e o filho estavam guardando as ferramentas após desempenar uma parede quando ouviram batidas na porta. “Chegando no quintal veio o senhor Carlos Henrique em minha direção, [...] me deu um chute no estômago que na mesma hora eu fiquei sem fôlego”, diz na publicação.
 
Ainda de acordo com o texto, as agressões teriam continuado até que o filho dele o socorreu e imobilizou a vítima, que só mencionou, depois da confusão, que tinha ido até lá por causa do barulho da obra. O pastor acrescenta ainda que o vizinho estava alterado e por isso foi algemado pelos policiais. O pastor finaliza dizendo: “Estou muito triste com a situação, pois não tenho nada contra o senhor Carlos Henrique e jamais tivemos a intenção de agredi-lo em momento algum”.
 
Com alguns pontos na parte inferior do olho esquerdo, dores, sangramento no nariz e dificuldade para conversar, o frentista conta que foi até o local para reclamar do barulho alto da obra já tarde da noite. Segundo Carlos, ele discutiu com o pastor e começou a ser agredido pelo filho dele em seguida.
 
“Fui lá bater no portão, quando ele abriu a gente começou a discutir. A gente se empurrou e nessa hora o filho dele apareceu me enforcando já. A gente começou a brigar e eu desmaiei. Fiquei desacordado, não sei por quanto tempo, mas acordei com a polícia chegando e me algemando. Falei que eu era o frentista do posto, mas não me reconheceram”, contou ao G1.
 
Segundo Carlos, ele foi levado pelos policiais a um hospital, recebeu atendimento médico e depois foi levado para a delegacia de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, já que era a unidade mais próxima com plantão 24 horas.
 
Conforme o registro da ocorrência na Polícia Civil, quando Carlos chegou à delegacia, o delegado plantonista o identificou como a vítima da situação e pediu que ele não ficasse algemado. Na ocasião, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), já que o médico constatou que a vítima tinha apenas escoriações leves, e todos foram liberados.
 
A delegada Isabel Pires Ramalho, de Alto Paraíso, assumiu a apuração do caso e disse que pode chamar os envolvidos para serem ouvidos novamente. Segundo ela, um dia depois do ocorrido a vítima relatou que acreditava ter quebrado o nariz e foi encaminhada para novos exames no Instituto Médico Legal (IML) de Formosa.
 
“Ainda está um pouco difícil de avaliar, não dá para concluir o caso ainda. O Carlos ficou muito lesionado, talvez tenha havido desproporção nessa reação. Se ficar constatado que ele teve a lesão no nariz, vamos instaurar um inquérito por lesão corporal grave e podemos chamar os envolvidos para novos depoimentos”, explicou.
 
Do Portal G1

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