Pandemia

16/12/2020 às 11h15

Taxa de transmissão da Covid-19 sobe em Goiás e indica avanço da pandemia

ESTA MATÉRIA FOI VISTA 59 VEZES

Taxa de transmissão da Covid-19 sobe em Goiás e indica avanço da pandemia 
 
O Estado de Goiás voltou a apresentar crescimento na taxa de infecção (Re) de Covid-19, com índice acima de 1,0. Este número é o patamar para a avaliação da situação epidemiológica, já que uma taxa acima disso representa uma aceleração da pandemia, pois um paciente infectado consegue transmitir o coronavírus para mais de uma pessoa, enquanto que índice menor que 1,0 significa a desaceleração da curva. Desde o mês de setembro, a taxa em Goiás estava abaixo de 1,0, mas o novo cálculo da situação no Estado, feito pelo grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás - UFG, indica um Re de 1,13, com dados até o último dia 11.
 
Em setembro, os mesmos pesquisadores calcularam uma Re em 1,04. Agora, eles apontam que o índice está em crescimento em Goiás desde o início de novembro, de acordo com a Nota Técnica 10 publicada pelos pesquisadores, ligados ao Instituto de Ciências Biológicas - ICB - da UFG. No entanto, acreditava-se até o início deste mês que a taxa ainda estaria abaixo de 1,0.
 
“Quando os dados começam a se consolidar, é possível ver um padrão. Estava abaixo de 1,0, mas estava aumentando e agora, que passou de 1,0, a infecção acelera”, explica o biólogo e professor José Alexandre Felizola Diniz Filho.
 
A nova Nota Técnica reforça que o atraso para a apresentação dos dados também interfere na atualização dos cálculos. Diniz Filho ressalta que mesmo com a sensação de queda da curva epidemiológica havia receio dos pesquisadores em reforçar que isto ocorria. Para se ter uma ideia, na última Nota Técnica, de setembro, a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás - SES-GO - publicava a existência de 198 mil casos confirmados de Covid-19. Os pesquisadores, no entanto, estimavam que haveria entre 220 mil e 260 mil positivos. Para fazer o novo cálculo e levando em consideração o período de ocorrência dos casos, foi possível verificar hoje que naquela mesma época o Estado tinha 243 mil casos confirmados, o que corrobora com o modelo estudado pela UFG.
 
“A taxa caiu pelo uso dos protocolos sanitários, mas deixaram de usar e ela volta a subir. Hoje as autoridades saberiam como controlar, tem de ver se a população vai colaborar”, diz o professor.
 
Para a realização do cálculo da taxa de infecção em dezembro, o grupo levou em consideração os dados publicados até o dia 11 de dezembro. Com isso, eles também calcularam a taxa para as cidades com mais de 100 mil habitantes do Estado, no que foi possível identificar situações preocupantes, especialmente na região do Entorno do Distrito Federal e também no Sul. Em Formosa, nas proximidades de Brasília, a taxa de infecção chega a 2,23, o que significa que 100 pessoas com o vírus transmitem para outras 223. Em Catalão, esse índice também passa de 2,0 e atinge o patamar de 2,07, números que eram vistos no começo da pandemia, ainda em março e abril.
 
Também nas proximidades da capital federal, cada 100 contaminados em Águas Lindas estão transmitindo o coronavírus para outras 181 pessoas, e em Luziânia essa relação é de 100 pacientes para outros 127 novos positivos para Covid-19. O número é semelhante ao de Valparaíso, na mesma região, com índice de 1,24. Por outro lado, também no Entorno do DF, em Novo Gama, o estudo da UFG aponta uma taxa de infecção ainda abaixo de 1,0, com 0,73, valor que é semelhante ao que foi calculado para Jataí, no Sudoeste do Estado, com 0,74.
 
Portal Meganésia

Comentários

Veja também

Facebook

Mais lidas do mês